A Alta Performance é Entediante — e é Por Isso Que Funciona

Quando vemos um atleta de elite ou alguém com uma habilidade excepcional ou por exemplo um violinista em uma orquestra fazendo um solo incrível, nos perguntamos: qual é o segredo?

Eles executam aquilo com tamanha maestria e habilidade que pensamos que já nasceram assim.

Será que estas pessoas têm algo especial?

Talvez o que muitos chamam de dom?

Esta hipótese pode ser fácil de aceitar, pois o senso popular diz que algumas pessoas nascem com habilidades extraordinárias.

Mas não pensei que o “dom” é a inclinação que uma pessoa tem para um ou mais interesses.

E isto faz com que ela permaneça focada naquilo por anos.

Mas, quando analisamos o cotidiano delas, músicos, atletas de elite etc., percebemos que é mais trivial do que.

De certa forma, até bastante tedioso eu diria, pois a repetição da rotina é muito comum.

Esta mesma rotina nada tem de extraordinário, pois parece ser uma rotina de uma pessoa como outra qualquer.

Porém, se observarmos mais atentamente, logo percebemos a diferença na frequência e intenção com que as coisas são feitas.

A repetição é feita sistematicamente por muitos anos, mas de forma que se acrescente melhorias a cada ciclo.

Podemos chamar isto de prática deliberada.

A diferença da prática deliberada e da prática comum é que a primeira é intencional e sempre com o intuito de alcançar uma melhora.

É feita de forma que haja sempre uma melhora em relação à repetição anterior.

Antes de conseguirem entrar para uma competição relevante ou para uma orquestra de renome, já se foram muitas horas de prática deliberada.

Mas as pessoas buscam, querem uma fórmula mágica, o que possivelmente não existe.

O tédio e a paciência também são cruciais na prática deliberada.

Dia após dia de repetição com a intenção de refinar cada pequeno movimento ou conhecimento.

Pode ser que esta seja a chave, a fórmula que muitos não querem admitir.

Os caminhos mais curtos e rápidos acabam sendo tentadores e, quando vemos que não vamos conseguir, acabamos desistindo ao primeiro obstáculo.

Não temos a paciência necessária para persistir, justamente quando não vemos os resultados em pouco tempo, pois o refinamento e a prática deliberada não geram resultados imediatos.

Frustração e conseguimos manter a constância que nos levaria ao topo dos nossos objetivos.

Eu mesmo precisei escrever muito, persistir, praticar com intenção por longos períodos, errar e consertar, para ter artigos razoáveis.

E ainda faço tudo isto constantemente, pois tenho muito a melhorar.

Apenas cultivando a paciência e mantendo a prática constante e com intenção é que pretendo conseguir transmitir a mensagem e ajudar as pessoas a fazerem o mesmo.

A excelência não é apenas uma etapa, é algo que você faz muitas vezes ao longo do tempo.

Parece óbvio, mas o óbvio só se torna claro porque pessoas que atingem a alta performance testaram muito.

E por isso descobriram aquilo que funciona.

Neste ponto, podemos ter duas abordagens: a primeira é desenvolver um comportamento em que vamos testar para saber o que funciona.

A segunda é aprender com quem já passou pelo caminho que queremos trilhar e mimetizar a experiência.

Desta forma, podemos atingir nossos objetivos e melhorar nas habilidades que desejamos.

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